Delegação do governo japonês não viajará para os Jogos Olímpicos de Pequim 2022

Delegação do governo japonês não viajará para os Jogos Olímpicos de Pequim 2022

O Japão deve se juntar ao boicote diplomático liderado pelos Estados Unidos aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Inverno de Pequim 2022, e não enviará uma delegação do governo à capital chinesa

Por Owen Lloyd / Inside the Games
27 de dezembro de 2021 / Curitiba (PR)

A decisão que a determinação de vários países que realizam um boicote diplomático aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Inverno de Pequim 2022, devido a preocupações com os direitos humanos na China.

O Japão, enquanto parceiro dos EUA, tem fortes laços econômicos com a China e evitou rotular explicitamente a decisão como um boicote.

Em vez de uma delegação do governo, enviará funcionários com laços diretos com as Olimpíadas, disse o secretário-chefe de gabinete Hirokazu Matsuno em coletiva de imprensa.

Esses funcionários incluem a presidente do Comitê Organizador de Tóquio 2020, Seiko Hashimoto, Yasuhiro Yamashita e Junichi Kawai, chefes do Comitê Olímpico Japonês e do Comitê Paralímpico Japonês, respectivamente.

“O Japão acredita que é importante que a China garanta a liberdade, o respeito pelos direitos humanos básicos e o estado de direito, que são valores universais da comunidade internacional”, disse Matsuno.

“O governo do Japão decidiu sobre sua resposta aos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim levando esses pontos em consideração e decidindo por conta própria.”

Apesar de não enviar funcionários do governo para Pequim 2022, o Japão está enviando a presidente do Tóquio 2020, Seiko Hashimoto; o presidente do JOC, Yasuhiro Yamashita; e o presidente do JPC, Junichi Jawai © Getty Images

A ausência de membros do alto escalão japoneses em Pequim não foi rotulada sob nenhum termo específico.

Em contra partida, a China também não enviou uma delegação governamental aos Jogos Olímpicos de Verão de Tóquio 2020 este ano, mas apenas uma delegação esportiva, liderada pelo alto comando do departamento esportivo chinês.

As críticas ao histórico da China em direitos humanos incluem suposta prisão em massa, tortura, separação forçada de famílias, trabalho forçado e detenção de milhares em campos de concentração.

A China negou as alegações e argumentou que os campos de internamento são centros de treinamento projetados para acabar com o extremismo islâmico e o separatismo.

Austrália, Canadá, Grã-Bretanha e EUA estão entre os países que já anunciaram um boicote diplomático a Pequim 2022 em protesto contra o histórico de direitos humanos da China.

Outros apoiaram a realização das Olimpíadas pela China, incluindo a Rússia. França, Coréia do Sul e vários outros países anunciaram que não boicotarão os Jogos.

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